Clínica psicanalítica da infância e da adolescência

Atendimento clínico voltado à constituição psíquica, à leitura do sintoma e à intervenção nos primeiros sinais de risco de fechamento da vida psíquica e da simbolização.

Quando procurar atendimento?

Nem sempre o sofrimento infantil ou adolescente aparece como um pedido claro.
Muitas vezes, ele se apresenta por meio de mudanças no brincar, na linguagem, no corpo, no vínculo ou na relação com a escola e a família.

A psicanálise parte da ideia de que somos seres de linguagem e que a vida psíquica se constitui nas relações com o outro

A clínica psicanalítica na infância e adolescência

Na infância e na adolescência, essa constituição está em curso e pode encontrar impasses. O trabalho clínico se orienta por:

Leitura do sintoma como linguagem e ponto de partida do tratamento

Sustentação das operações que constituem o sujeito

Atenção aos riscos de fechamento da vida psíquica e da simbolização

Intervenção precoce

Sobre o atendimento de crianças

O atendimento infantil utiliza recursos lúdicos e o brincar como via privilegiada de simbolização.

Brincar não é apenas expressão, mas trabalho psíquico. É por meio dele que a criança pode elaborar conflitos, angústias e impasses na constituição subjetiva.

O acompanhamento pode incluir:

Intervenção clínica desde os primeiros sinais de risco

Leitura do sofrimento psíquico em contexto familiar e escolar

Sustentação da autonomia psíquica e do laço com o outro

Escuta e orientação aos responsáveis, quando necessário

Sobre o atendimento de adolescentes

A adolescência é um ponto de inflexão no desenvolvimento psíquico.

O sujeito é convocado a produzir novas soluções simbólicas frente às transformações da puberdade, às exigências do laço social e à diferenciação das figuras parentais.

O trabalho clínico com adolescentes busca:

Sustentar bordas simbólicas frente à angústia e ao excesso

Favorecer a simbolização do que se inscreve no corpo e nos atos

Acompanhar questões de identidade, autonomia e escolhas

Oferecer um espaço de escuta que não seja invasivo

Sobre mim / Formação

Psicóloga e psicanalista. Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

Estudos de aperfeiçoamento em Acompanhamento Terapêutico e tratamento do autismo. Noções de inclusão escolar e as possibilidades e desafios no que se refere à autonomia infantil.

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Minha experiência clínica se constrói a partir do acompanhamento de crianças e adolescentes em diferentes momentos de constituição psíquica, incluindo situações de risco de fechamento da simbolização, impasses nos vínculos familiares e escolares, efeitos psíquicos da violência e processos de luto.

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O trabalho inclui também o acompanhamento de sujeitos no espectro do autismo, com atenção às condições de linguagem, à sustentação dos vínculos e às possibilidades de circulação no laço social.

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Atuo na clínica com crianças desde a primeira infância e adolescentes, com atenção especial à constituição do sujeito, ao tratamento psíquico e à prevenção de riscos de fechamento da vida psíquica.

FAQ

Perguntas Frequentes

O atendimento é presencial ou online?

Os atendimentos podem ser realizados de forma presencial ou online, a depender da idade, da indicação clínica e das condições de cada caso.

No entanto, o atendimento de crianças pequenas é feito de modo exclusivamente presencial.

Quem procura o atendimento é a criança ou os pais?

No atendimento infantil, o trabalho geralmente se inicia a partir da queixa dos pais ou da escola. A demanda da criança não é presumida: ela é construída ao longo do percurso clínico.
No caso dos adolescentes, o acompanhamento se organiza a partir da fala do próprio sujeito, respeitando seu tempo e sua posição frente ao sintoma.

Quais são os sinais de que uma criança ou adolescente pode precisar de acompanhamento?

Nem sempre o sofrimento aparece de forma direta. Mudanças no brincar, no humor, no sono, na relação com o corpo, dificuldades de separação, impasses na escolarização, isolamento, excesso de agitação ou retraimento podem indicar sinais de risco de fechamento da simbolização e merecem atenção clínica.

Vocês atendem casos de autismo?

Sim. O trabalho se orienta por uma leitura psicanalítica, com atenção à constituição do sujeito, à organização da linguagem e à singularidade.

A orientação aos pais faz parte do atendimento?

Em alguns casos, sim.
No acompanhamento de crianças, pode ser clinicamente necessário sustentar também um espaço de orientação aos pais. Esses encontros têm caráter clínico: visam reorganizar lugares, trabalhar os efeitos do sintoma no laço familiar e favorecer as condições para o trabalho com a criança.

A indicação da orientação aos pais não é automática. Ela é feita a partir da leitura clínica do caso e pode ser mantida ou revista ao longo do percurso.

Quando indicada, a orientação aos pais integra um pacote clínico com tempo delimitado, acordado previamente e pago de forma antecipada.

Você atende por plano de saúde?

Não realizo atendimentos por convênios ou planos de saúde.
Os atendimentos são particulares.

Em alguns casos, é possível fornecer recibo para reembolso, desde que isso seja acordado previamente, conforme as regras do plano do paciente.

Como funciona o pagamento dos atendimentos?

Nos atendimentos com crianças, o trabalho clínico é organizado, preferencialmente, por pacotes de sessões pagos de forma antecipada.
Essa modalidade faz parte do enquadre e visa garantir continuidade, regularidade e sustentação do percurso clínico, especialmente nos primeiros tempos do acompanhamento.

Nos atendimentos com adolescentes e adultos, o pagamento pode ser realizado por sessão ou por pacote, conforme indicação clínica e acordo estabelecido previamente.

As condições de pagamento são sempre combinadas antes do início do trabalho.

Você atende adultos?

Sim. O atendimento de adultos parte do entendimento de que não nos libertamos da infância nem da adolescência. Carregamos seus restos ao longo da vida.

O adulto fala, ama, trabalha e sofre sempre atravessado por marcas infantis e adolescentes, que retornam e se transformam no presente. É a partir dessa perspectiva que se orienta a escuta clínica.

Meu trabalho com adultos é sustentado por estudos sobre o feminino, especialmente no que diz respeito às relações primárias, aos impasses na maternidade, ao corpo, ao desejo e aos modos de laço.

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