Clínica psicanalítica da infância e da adolescência
Brincar não é apenas expressão, mas trabalho psíquico.
É por meio dele que a criança pode elaborar conflitos, angústias e impasses na constituição subjetiva.
O acompanhamento pode incluir:
Intervenção clínica desde os primeiros sinais de risco
Leitura do sofrimento psíquico em contexto familiar e escolar
Sustentação da autonomia psíquica e do laço com o outro
Escuta e orientação aos responsáveis, quando necessário
O sujeito é convocado a produzir novas soluções simbólicas frente às transformações da puberdade, às exigências do laço social e à diferenciação das figuras parentais.
O trabalho clínico com adolescentes busca:
Sustentar bordas simbólicas frente à angústia e ao excesso
Favorecer a simbolização do que se inscreve no corpo e nos atos
Acompanhar questões de identidade, autonomia e escolhas
Oferecer um espaço de escuta que não seja invasivo
Minha experiência clínica se constrói a partir do acompanhamento de crianças e adolescentes em diferentes momentos de constituição psíquica, incluindo situações de risco de fechamento da simbolização, impasses nos vínculos familiares e escolares, efeitos psíquicos da violência e processos de luto.
O trabalho inclui também o acompanhamento de sujeitos no espectro do autismo, com atenção às condições de linguagem, à sustentação dos vínculos e às possibilidades de circulação no laço social.
Atuo na clínica com crianças desde a primeira infância e adolescentes, com atenção especial à constituição do sujeito, ao tratamento psíquico e à prevenção de riscos de fechamento da vida psíquica.
Os atendimentos podem ser realizados de forma presencial ou online, a depender da idade, da indicação clínica e das condições de cada caso.
No entanto, o atendimento de crianças pequenas é feito de modo exclusivamente presencial.
No atendimento infantil, o trabalho geralmente se inicia a partir da queixa dos pais ou da escola. A demanda da criança não é presumida: ela é construída ao longo do percurso clínico.
No caso dos adolescentes, o acompanhamento se organiza a partir da fala do próprio sujeito, respeitando seu tempo e sua posição frente ao sintoma.
Nem sempre o sofrimento aparece de forma direta. Mudanças no brincar, no humor, no sono, na relação com o corpo, dificuldades de separação, impasses na escolarização, isolamento, excesso de agitação ou retraimento podem indicar sinais de risco de fechamento da simbolização e merecem atenção clínica.
Sim. O trabalho se orienta por uma leitura psicanalítica, com atenção à constituição do sujeito, à organização da linguagem e à singularidade.
Em alguns casos, sim.
No acompanhamento de crianças, pode ser clinicamente necessário sustentar também um espaço de orientação aos pais. Esses encontros têm caráter clínico: visam reorganizar lugares, trabalhar os efeitos do sintoma no laço familiar e favorecer as condições para o trabalho com a criança.
A indicação da orientação aos pais não é automática. Ela é feita a partir da leitura clínica do caso e pode ser mantida ou revista ao longo do percurso.
Quando indicada, a orientação aos pais integra um pacote clínico com tempo delimitado, acordado previamente e pago de forma antecipada.
Não realizo atendimentos por convênios ou planos de saúde.
Os atendimentos são particulares.
Em alguns casos, é possível fornecer recibo para reembolso, desde que isso seja acordado previamente, conforme as regras do plano do paciente.
Nos atendimentos com crianças, o trabalho clínico é organizado, preferencialmente, por pacotes de sessões pagos de forma antecipada.
Essa modalidade faz parte do enquadre e visa garantir continuidade, regularidade e sustentação do percurso clínico, especialmente nos primeiros tempos do acompanhamento.
Nos atendimentos com adolescentes e adultos, o pagamento pode ser realizado por sessão ou por pacote, conforme indicação clínica e acordo estabelecido previamente.
As condições de pagamento são sempre combinadas antes do início do trabalho.
Sim. O atendimento de adultos parte do entendimento de que não nos libertamos da infância nem da adolescência. Carregamos seus restos ao longo da vida.
O adulto fala, ama, trabalha e sofre sempre atravessado por marcas infantis e adolescentes, que retornam e se transformam no presente. É a partir dessa perspectiva que se orienta a escuta clínica.
Meu trabalho com adultos é sustentado por estudos sobre o feminino, especialmente no que diz respeito às relações primárias, aos impasses na maternidade, ao corpo, ao desejo e aos modos de laço.